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Dois fortes candidatos à sucessão de Papandreou

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Dois fortes candidatos à sucessão de Papandreou

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O sucessor de George Papandreou na liderança do executivo grego ainda não é conhecido, mas há dois fortes candidatos.
 
O ex-vice-presidente do Banco Central Europeu, Lucas Papademos, e o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos.
 
Várias fontes dão como certa a escolha de Papademos. Uma figura respeitada na Grécia, que conta uma sólida experiência académica e financeira.
 
No domingo, os líderes dos dois principais partidos gregos chegaram a acordo para formar um governo de coligação. Um compromisso, entre os líderes do PASOK e da Nova Democracia fruto, segundo os analistas, da pressão internacional.
 
Certo é que os cofres gregos poderão ficar vazios dentro de um mês. Bruxelas deu a Atenas um prazo de 24 horas para explicar como será formada a nova equipa de unidade nacional, que deverá assumir os destinos do país até às eleições gerais antecipadas previstas para fevereiro.
 
A tragédia grega de Papandreou
 
 
Em outubro de 2009, quando o PASOK de George Papandreou ganhou as eleições legislativas, os sorrisos e os aplausos não deixavam ninguém antever a tragédia grega que iria passar-se dois anos mais tarde, com o país dependente da ajuda externa e em risco de sair da Zona Euro.
  
Papandreou chegou ao poder com um apelido de peso: neto e filho de primeiros-ministros. O pai, Andreas, foi fundador do PASOK e chefe do governo em dois mandatos, de 1981 a 1989 e de 1993 a 1996. Morreu no poder. George nasceu nos Estados Unidos e viveu grande parte da vida entre os EUA e o Canadá.
  
Quando o governo socialista de Papandreou sucedeu aos conservadores de Kostas Karamanlis, trazia promessas de mais emprego e ajudas à classe média e aos mais desfavorecidos.
 
Os planos de resgate da Troika obrigaram ao contrário: medidas de austeridade drásticas que trouxeram a contestação para a rua.
  
Papandreou acaba por sair pela porta das traseiras para dar lugar a um governo de unidade nacional, mas as medidas de austeridade vão certamente manter-se ou mesmo agravar-se.
 
A comunidade internacional é quase unânime a apontar todos os governos das últimas décadas, tanto de esquerda como de direita, como responsáveis pelos erros que levaram o país à situação atual.