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Ascensão e queda de Berlusconi

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Ascensão e queda de Berlusconi

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Esta não foi a primeira vez que Sílvio Berlusconi ficou ferido “em combate.”

Depois dos vários ataques de que foi alvo ao longo dos anos, este milionário de 75 anos sempre conseguiu ripostar.

“Il Cavalieri” entrou na política em 1994 e prometia a um eleitorado cansado da corrupção e de incerteza política, um milagre económico e uma nova era de responsabilidade.

Foram necessários apenas quatro meses para formar um partido e tornar-se no primeiro-ministro de Itália.

Com um panorama político bastante volátil, as disputas fazem parte do quotidiano de Itália.

Conflitos com os parceiros da coligação fizeram com que Berlusconi assistisse à queda do governo e à perda do mandato.

Dois anos depois “il Cavalieri” foi julgado e condenado por subornar inspetores de impostos. Mais tarde foi absolvido pelo que nunca chegou a cumprir pena.

Muitos especialistas disseram que a vida política do magnata tinha chegado ao fim.

Em 2001 Berlusconi consegue chegar de novo a primeiro-ministro depois de ter obtido a maioria mais significativa da história da República Italiana.

Foi sob o seu mandato que a Itália assumiu a presidência rotativa da União Europeia.

Uma presidência polémica depois de Berlusconi comparar um legislador germânico a um guarda nazi de um campo de concentração.

Ultrapassada a gafe política, Berlusconi conseguiu manter a popularidade apesar de o terceiro mandato ser marcado por mais controvérsia e escândalos sexuais.

Com o pretexto de que pagava a prostitutas para participarem nas suas festas privadas e que evitou que uma jovem, conhecia como Ruby “a quebra corações”, fosse presa, a oposição e parceiros da coligação exigiram a sua demissão.

Sílvio Berlusconi, mais uma vez, conseguiu minimizar as críticas ao seu mandato até que a crise financeira começou a afetar a terceira economia da zona euro.

As críticas sobre a forma de o executivo lidar com a crise da dívida soberana, começaram a ouvir-se tanto na oposição como no seio do próprio partido.

Com o governo desgastado com as disputas políticas e revoltas internas, Sílvio Berlusconi conseguiu fazer passar no Parlamento, em Outubro, uma moção de apoio.

Um último fôlego antes da capitulação.