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Ecofin pede mais provas de compromisso à Itália e à Grécia

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Ecofin pede mais provas de compromisso à Itália e à Grécia

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Os ministros das Finanças da Itália e da Greécia não ficaram até ao fim da reunião do Ecofin, em Bruxelas, partindo para Roma e Atenas, onde decorrem decisões políticas cruciais.

No caso da Grécia, que precisa até ao final do ano dos 8 mil milhões de euros do empréstimo da troika para não entrar em falência, a Comissão Europeia exigiu um compromisso claro.

“A sexta tranche poderá ser desembolsada logo que haja uma posição clara de que a Gréecia vai cumprir as metas e políticas estabelecidas no programa de ajuda da União Europeia/FMI e as decisões da cimeira de 27 de outubro. Mas Atenas deve perceber que a solidariedade é uma estrada com dois sentidos”, avisou o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn.

O Ecofin adoptou o pacote conhecido por “six-pack”, para melhorar a governação económica da União. Mas a nova legislação é um escudo fraco face à perda de credibilidade nos mercados financeiros de grandes economias como a italiana.

“O problema da Itália é a falta de credibilidade nos mercados financeiros e essa credibilidade precisa ser aumentada. Logo, é muito importante que a Itália não só tenha anunciado reformas, como tenha pedido a instituições independentes – a Comissão Europeia, mas também o FMI – para monotorizarem a situação e informarem publicamente sobre ela”, referiu o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble.

Até que se haja certezas sobre quem vai liderar as reformas exigidas à Grecia e à Italia, o resto da União fica algo manietada na capacidade de ação, refere a correspondente da euronews, Raquel Garcia. Contudo, a repórter realça que “existe a possibilidade da Taxa sobre as Transações Financeiras ser adotada, pelo menos na Zona Euro. O tema poderá ser discutido na próxima reunião do Eurogrupo no final de novembro, embora não haja ainda confirmação oficial.”