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Ecofin "suspenso" do voto sobre pacote de austeridade na Itália

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Ecofin "suspenso" do voto sobre pacote de austeridade na Itália

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Os ministros das Finanças de países que não usam a moeda única juntaram-se aos colegas do Eurogrupo, em Bruxelas, para concretizar detalhes do plano de recuperação da União Europeia. Uma tarefa cada vez mais árdua, quando os mercados duvidam da capacidade de uma das maiores economias mundiais.

“A Itália sabe muito bem que – por causa do tamanho do país – não pode esperar ajuda externa. Isso explica a necessidade neste momento de um sério esforço nas reformas a levar a cabo na Itália”, referiu a ministra austríaca, Maria Fekter.

Em análise estão os critérios para penalizar os estados-membros com défice excessivo, a recapitalização dos bancos e a criação da chamada Taxa Tobin, que ainda nao reúne consenso entre os 27.

“Há um problema de credibilidade e a Europa tem vindo a perder nesse campo. Discutir como solução uma Taxa sobre as Transações Financeiras, por exemplo, não é o melhor ponto de partida. É aliás uma forma muito eficaz de reduzir o crescimento europeu e vai aumentar os custos para obter empréstimos, nomeadamente para os países muito endividados”, é a posição defendida pelo ministro sueco, Anders Borg.

O risco para a evolução da dívida soberana europeia é o prisma a partir do qual se avaliam agora todas as propostas para retomar a estabilidade.

Mas como refere a correspodente da euronews Raquel Garcia, “com a taxa de juro sobre empréstimos à Itália a subir para níveis próximos dos que obrigaram a criar planos de resgate para a Irlanda, Grécia e Portugal, não há dúvida de que as discussões sobre a sobrevivência económica da União Europeia serão muito condicionadas pelas próximas decisões no parlamento italiano”.