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Papandreou e Samaras veem-se gregos para nomear novo governo

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Papandreou e Samaras veem-se gregos para nomear novo governo

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Quando tudo parecia pronto, o acordo para a formação de um governo de unidade nacional na Grécia caiu por água abaixo.
 
Os dois maiores partidos gregos, o PASOK, no governo, e a Nova Democracia, na oposição, acabaram por divergir em questões essenciais.
 
George Karatzaferis, líder do partido LAOS, mostra-se desiludido pelas quezílias entre os dois grandes: “Neste momento crucial, o Sr. Papandreou e o Sr. Samaras fazem jogos táticos influenciados pelo Presidente da República. Estou mesmo desiludido”.
  
O líder da oposição, Antonis Samaras, desmente que seja ele a estar por detrás dos entraves de última hora que fizeram adiar a decisão: “É ao governo que cabe a iniciativa de propor um novo primeiro-ministro. O meu problema não são as pessoas, o meu problema é desbloquear a sexta tranche e o acordo de resgate, para que o país possa ter um novo governo, sobretudo nesta altura tão crítica”. 
 
O primeiro-ministro ainda em exercício, George Papandreou, já se demitiu oficialmente. Comunicou a decisão depois de uma reunião com o presidente Karolos Papoulias.
 
Era uma decisão que já era esperada, mas pensava-se que Papandreou fosse anunciar o nome do sucessor, o que acabou por não acontecer.
 
O nome mais citado é o do antigo vice-presidente do Banco Central Europeu Lucas Papademos, mas as negociações ficaram bloqueadas com a recusa dos partidos em aceitar algumas propostas de Papademos.
 
Depois, foi falado no nome de Philippos Petsalnikos, o atual presidente do Parlamento, como sendo a pessoa escolhida, segundo fontes dos dois principais partidos, o Pasok e a Nova Democracia