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Itália: "Il cavaliere" deve partir a galope

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Itália: "Il cavaliere" deve partir a galope

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Não basta que Silvio Berlusconi se demita, é preciso que o faça rapidamente. De todos os meios políticos italianos a mensagem é a mesma.

O parlamento compromete-se a votar, no dia seguinte ao voto do senado, o pacote de medidas económicas exigidas pela União Europeia.

“É preciso que o parlamento vote uma lei de estabilidade. É da responsabilidade do governo apresentá-la rapidamente, mas nós não vamos criar obstáculos à aprovação. Berlusconi demite-se e, imediatamente a seguir, temos que formar um governo que possa garantir um minimo de condições de estabilidade e de segurança”, explica Walter Veltroni, um dos tenores da oposição de centro-esquerda.

O presidente Giorgio Napolitano tem duas opções: ou cria um governo de gestão, liderado por uma personalidade independente, ou dissolve o parlamento e convoca eleições.

Na primeira opção, são fortes os rumores que apontam o ex-comissário europeu, Mario Monti, como o chefe do próximo governo italiano, tanto mais que acaba de ser nomeado senador vitalício. Esta seria a solução técnica, mas há quem fale no nome de Giuliano Amato pela capacidade em gerar consensos e reunir várias tendências políticas em torno de uma mesma causa.

A preocupação com o futuro é um sentimento generalizado em Itália:

“É muito preocupante para as próximas gerações, sobretudo para elas. Algo tem que ser feito para evitar que as novas gerações fiquem sem futuro, porque é isso que elas arriscam”.

“Penso que a crise está a atingir já as pequenas actividades económicas e a incerteza quanto ao futuro está a aumentar”.

A mudança impõe-se com a máxima urgência. Para os analistas, a Itália está a viver o momento em que a Grécia, a Irlanda e Portugal foram obrigados reconhecer que precisavam de ajuda.