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Grécia: governo entra em funções sem período de graça

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Grécia: governo entra em funções sem período de graça

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O novo governo grego não beneficiará do tradicional “período de graça”.

Segundo a imprensa local, o executivo de unidade nacional dirigido pelo tecnocrata Lucas Papademos entrou em funções num verdadeiro “campo de minas” e o tamanho do governo, composto por 48 ministros e secretários de Estado, pode revelar-se uma desvantagem.

Um residente de Atenas diz que “Papademos é uma personalidade, mas isso não significa que vai resolver os problemas da Grécia. Os problemas mantêm-se e é o povo que vai pagar por eles”.

Esta mulher afirma gostar do novo primeiro-ministro, que “parece ser bastante lógico e correto” e espera que “tudo melhore”.

Outro grego defende que Papademos “é a pessoa certa para o posto, embora não tenha podido escolher exatamente o governo. Há determinados políticos que não deveriam estar no novo executivo”.

Os media temem que as rivalidades entre os socialistas de Papademos, os conservadores da Nova Democracia e a extrema-direita, no governo pela primeira vez em 37 anos, entravem a capacidade para lidar com a crise.

Atenas assumiu como objetivo primordial assegurar, até meio de Dezembro, os oito mil milhões de euros em ajudas internacionais para evitar uma bancarrota no início de 2012.

A primeira greve depois da entrada em funções do novo governo está convocada já para terça-feira.