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Itália: Monti não é um nome consensual

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Itália: Monti não é um nome consensual

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Silvio Berlusconi pode abandonar a liderança do governo italiano ainda hoje.

A câmara baixa do Parlamento deverá dar, este sábado, luz verde ao pacote de medidas de austeridade aprovado antes pelo Senado. E que feitas as contas, permitirão poupar aos cofres do Estado cerca de 60 mil milhões de euros.

Na última semana, o primeiro-ministro perdeu a maioria absoluta no Parlamento e prometeu demitir-se depois de aprovado o pacote anticrise exigido por Bruxelas.

Mas as divergências políticas em relação ao provável sucessor de Berlusconi podem, segundo os analistas, adiar a saída do primeiro-ministro.

Mário Monti, ex-comissário europeu do Mercado Interno e da Concorrência é o nome mais falado para liderar um governo de transição, mas já foi rejeitado pela Liga do Norte, principal aliada de Berlusconi.

Fora de questão parece para já a convocação de eleições antecipadas. A ideia não agrada a Bruxelas que quer, antes de mais, travar a crise da dívida.

Para evitar um resgate da União Europeia, os italianos vão ter de apertar o cinto. Previsto está, por exemplo, o aumento da taxa do IVA e o congelamento de salários da função pública nos próximos dois anos.