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Diplomacia da UE determinada a aumentar pressão contra a Síria

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Diplomacia da UE determinada a aumentar pressão contra a Síria

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A União Europeia (UE) incluiu mais 18 personalidades da Síria, sobretudo militares, no grupo de mais de meia centena que são alvo de congelamento de bens e de vistos de viagem. Apesar do aumentar as sanções contra o regime de Bashir al-Assad, Bruxelas não compara a situação à da Líbia, recentemente libertada da era Kadhafi.

“Penso que não existe a mesma situação porque nenhum país é igual a outro. Está muito claro para mim que temos que trabalhar muito estreitamente com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, que tomou uma forte posição e mostra claramente à Síria, com a qual tem contatos regulares, o que é que precisa de ser feito. É uma situação que vamos observar com muita atenção”, afirmou Catherine Ashton, Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.

A decisão dos chefes da diplomacia da UE vem no seguimento da suspensão da Líbia como membro da Liga Árabe, decretada por esta organização pan-árabe há dois dias. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês diz que a Europa apoia esta política.

“Estou satisfeito com o facto da Liga Árabe ter adotado uma posição de grande clareza e firmeza. Está a levar a cabo um esforço de mediação que apoiamos e incentivamos. Esta mediação fracassou face às ações sangrentas do regime de Damasco e chegou a hora de ver como poderemos proteger melhor a população”, disse Alaim Juppé.

Por seu lado, a Alemanha espera agora um aumento do consenso nas Organização das Nações Unidas (ONU): “Espero que os membros do Conselho de Segurança da ONU que tinham dúvidas sobre a necessidade de uma posição clara e de uma política comum contra o regime de Assad, mudem agora de ideias face à decisão da Liga Árabe”, realçou Guido Westerwelle.

O regime de Damasco tem beneficiado até agora do apoio da China e da Rússia na ONU, bloqueando uma resolução mais dura contra a repressão do movimento revolucionário, que segundo a ONU já fez 3500 mortos.

Bruxelas vai continuar a trabalhar diplomaticamente na ajuda à transição para um regime democrático, refere a correspondente da Euronews, Fariba Mavaddat: “Não há muito tempo, a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, disse que o presidente Assad não tinha outra escolha que não deixar o poder. Hoje, o Conselho irá discutir como endurecer as sanções contra a Síria”.