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Diplomacia da UE recusa intervenção militar na Síria

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Diplomacia da UE recusa intervenção militar na Síria

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Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) decidiram aumentar a pressão sobre o regime sírio, aplicando sanções a mais 18 personalidades próximas do presidente Bashir Al-Assad. Mas Bruxelas afasta o envio de tropas estrangeiras para conter a crise.

“Penso que uma intervenção militar parecida de alguma forma com a que que foi realizada na Líbia não está na agenda, não a desejamos. Por outro lado, podemos refletir como podemos ajudar a proteger a população civil, o que poderia passar pela intervenção de observadores, por exemplo, das Nações Unidas”, disse o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé.

Outra medida adotada foi o congelamento dos empréstimos do Banco Europeu de Investimento. A UE, bem como os EUA, defende uma resolução forte da Organização das Nações Unidas, mas Rússia e China mantêm-se ao lado do regime de Assad, entretanto suspenso da Liga Árabe. Mesmo assim, um membro da oposição disse à Euronews que a diplomacia de Bruxelas tem de ser mais ativa.

“Gostaríamas que a UE tomasse decisões concretas, como fez o governo turco que deu hoje um passo importante, na medida em que o Conselho Nacional Sírio foi recebido pelo chefe da diplomacia Ahmet Davutoglu. Eperamos que a União avance nesse sentido, de reconhecimento da oposição reunida no Conselho Nacional, estabelecendo um diálogo e negociações que permitam encontrar uma solução definitiva para a crise síria”, afirmou Bassem Hatahet.

As sanções europeias aplicadas agora a 74 pessoas passam por congelar bens e não passar vistos a suspeitos de cooperarem na repressão do movimento pro-democracia, que já causou pelo menos 3500 mortos, desde Março, segundo a ONU.