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Grécia: Um novo governo para resolver velhos problemas

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Grécia: Um novo governo para resolver velhos problemas

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A Grécia tem um novo governo, mas os problemas a resolver são os mesmos. O executivo de Papademos tem nas mãos um país à beira da falência.

A dívida grega atinge 350 mil milhões de euros, ou seja, 162% do Produto Interno Bruto (PIB) e o défice é de 7,8% do PIB, muito acima dos limites fixados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Dezoito vírgula quatro por cento dos gregos estão no desemprego.

Nos próximos dias, o executivo terá de apresentar o orçamento para 2012 e as estimativas de crescimento da economia não são animadoras. Após três anos de recessão, a tendência vai acentuar-se. A Comissão Europeia estima um crescimento de menos 2,8% para o próximo ano.

Com os cofres do Estado quase vazios, Atenas tem de convencer a União Europeia e o FMI de que merece continuar a receber ajuda.

A prioridade é desbloquear rapidamente a sexta fatia da ajuda atribuída em 2010, suspensa porque o país ainda não reduziu o número de efetivos da função pública e não aumentou as receitas.

Privatizações, luta contra a evasão fiscal, redução da função pública, redução das pensões, aumento das receitas: o ministro das Finanças afirma que não serão necessárias mais medidas de austeridade do que as fixadas no segundo plano de ajuda, acordado em Outubro, mas os gregos temem que os obriguem a apertar ainda mais o cinto.

O certo é que o novo orçamento vai pôr à prova a unidade política grega.

A “troika” estará esta semana no terreno e, mais uma vez, vai ter a tarefa complicada pelos novos protestos. Os sindicatos tentam mobilizar a população. Esta quinta-feira, esperam bloquear o centro de Atenas e realizar a maior manifestação dos últimos meses.