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Irão chora vítimas da explosão na base militar

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Irão chora vítimas da explosão na base militar

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O Irão prestou, esta segunda-feira, homenagem ao brigadeiro Hassan Moqaddam – arquiteto do programa de mísseis de defesa – e aos 16 Guardas da Revolução, mortos na explosão do depósito de armamamento.

Apesar de as autoridades iranianas falarem de acidente e descartarem qualquer hipótese de sabotagem, muito se tem especulado desde sábado sobre a eventualidade de a Mossad, os serviços secretos de Israel, estarem por detrás do incidente. A revista Time e os principais jornais israelitas semeiam a dúvida.

O incidente ocorre poucos dias depois de a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) ter divulgado um relatório onde são apresentadas provas de que Teerão trabalhou no sentido de fabricar armas nucleares.

O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, William Hague, que se encontra em Viena para a reunião da AIEA, afirmou que o relatório confirma que existe um programa de armas nucleares e que as atividades iranianas não são conciliáveis com o desenvolvimento de um programa nuclear simplesmente para fins civis. Hague acentuou que a comunidade internacional “não pede uma ação militar, mas todas as opções estão em cima da mesa”.

A União Europeia e os Estados Unidos decretaram novas sanções contra o Irão. Muitos governos ocidentais gostariam de ver aprovadas mais sanções pelo Conselho de Segurança da ONU, mas contam com a oposição da China e da Rússia.