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Reino Unido abre inquérito a escândalo de escutas ilegais na imprensa

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Reino Unido abre inquérito a escândalo de escutas ilegais na imprensa

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A Justiça britânica abriu esta segunda-feira a investigação às práticas da imprensa do país, ordenada pelo primeiro-ministro após o escândalo das escutas telefónicas do tabloide News of the World.

Os trabalhos da comissão de inquérito criada em Julho deverão ser concluídos no prazo de um ano e conduzir a novas regras éticas para a imprensa no Reino Unido, visando particularmente os jornais sensacionalistas.

O juíz Brian Leveson, presidente da comissão, explicou que “o inquérito deve equilibrar o desejo de uma imprensa livre robusta com os direitos dos indivíduos, ao mesmo tempo que garante a manutenção das relações críticas entre a imprensa, o parlamento, o governo e a polícia. A imprensa providencia uma vigilância essencial de todos os aspetos da vida pública. É por isso que, qualquer falha nos media, afeta a todos”.

Entre as vítimas de escutas apontadas pela polícia, estão celebridades como J. K. Rowling – a criadora de Harry Potter -, o ator Hugh Grant ou os pais da pequena Madeleine McCann, desaparecida no Algarve em Maio de 2007.

Um representante da comissão de inquérito sublinhou que, para além do News of the World – propriedade do magnata dos media Rupert Murdoch e que foi extinto na sequência do escândalo – vários outros tabloides britânicos podem ter recorrido a escutas ilegais para espiar personalidades.