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Barroso alerta que "crise é sistémica" e exige "maior integração" comunitária

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Barroso alerta que "crise é sistémica" e exige "maior integração" comunitária

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A Zona Euro não sobreviverá ao intergovernamentalismo. Tal como no discurso do “Estado da União”, a 28 de Setembro passado, o presidente da Comissão Europeia voltou a apelar a maior convergência comunitária. José Manuel Barroso frisou no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que a crise exige um total compromisso dos 27 estados-membros.

“A natureza cada vez mais sistémica da crise deixou claro que devemos avançar para uma maior integração da governanção económica, especialmente na Zona Euro. Esta crise expôs fraquezas e lacunas, em termos de intervenção, vigilância e tomada de decisão”, realçou o presidente do executivo comunitário.

Como resposta, Barroso defende a criação dos chamados títulos de obrigações europeus. A Alemanha – que é o motor da economia da União – está contra a emissão de dívida soberana conjunta, mas poderá não restar muito tempo para encontrar uma solução consensual.

“Quase a totalidade da Zona Euro – Bélgica, Áustria, Finlândia, França, Itália – tem de pagar taxas de juro cada vez mais altas. Logo, o facto da crise está a chegar ao âmago da União levou Barroso, mas também outros líderes europeus, a falar da nova dimensão da crise e da necessidade de tomar decisões ainda mais ousadas dos que as tomadas no passado”, explicou à Euronews Janis A. Emmanouilidis, analista do Centro de Política Europeia, em Bruxelas.