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BCE: O derradeiro trunfo para travar a crise?

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BCE: O derradeiro trunfo para travar a crise?

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A crise da dívida na zona euro arrastou BCE para o centro das atenções. Qual deverá ser o papel do Banco Central Europeu? O BCE é visto como a última solução para travar a crise e há cada vez mais pressão para que intervenha através da compra massiva de dívida soberana dos países em dificuldade.

O presidente Mario Draghi fala de um programa limitado e temporário.

O BCE voltou a intervir no mercado em agosto, face à pressão sobre Itália e Espanha, e a compra de obrigações atingiu o ponto mais alto em setembro, com mais de 44 mil milhões de euros. O montante voltou a subir na primeira semana de novembro, com mais de nove mil milhões de euros. No total, o BCE já gastou 187 mil milhões de euros com o programa iniciado em maio de 2010.

Apesar de tudo, a pressão dos mercados é cada vez maior e ameaça agora as grandes economias da zona euro. Os Estados Unidos exigem medidas dos europeus.

Barack Obama, presidente norte-americano, é categórico: “Até implementarem um plano e uma estrutura concreta, que envie um sinal claro aos mercados de que a Europa apoia o euro e vai fazer o que for preciso, vamos continuar a ver este género de agitação que vimos hoje nos mercados”.

A intervenção do BCE e uma eventual mudança de estatutos da instituição divide os europeus. A Alemanha é contra, temendo que o excesso de liquidez faça aumentar ainda mais a inflação e não incentive a implementação das reformas necessárias.