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Intervenção militar na Síria não está na ordem do dia

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Intervenção militar na Síria não está na ordem do dia

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Turcos e árabes mostram-se contra uma intervenção militar na Síria, apesar da violência das forças do regime sobre a população.

As monarquias árabes do Golfo distanciaram-se de Damasco, ao rejeitarem a realização de uma cimeira árabe, pedida por Bashar para discutir a situação do país, mas uma intervenção estrangeira parece fora de questão.

“O que se passa na Síria é muito triste e não podemos aceitar que a população seja morta da forma como está agora a acontecer. Estamos a fazer tudo para travar mais derramamento de sangue” diz o ministro saudita dos Negócios Estrangeiros.

As manifestações continuam e a repressão militar fez nas últimas horas perto de duas dezenas de mortos. A França decidiu retirar o seu embaixador de Damasco numa altura em que o regime se encontra cada vez mais isolado.

No terreno desenha-se a ameaça de uma guerra civil. Desertores do Exército da Síria lançaram uma série de ataques contra instalações militares próximas à capital. Em comunicado, o Exército Livre da Síria afirmou que o principal ataque foi contra um complexo usado pelos serviços secretos em Harasta.

Ontem o regime tentou um gesto de boa vontade ao libertar mais de mil pessoas detidas durante manifestações populares.

As libertações foram anunciadas na véspera da reunião extraordinária da Liga Árabe em Rabat, para confirmar a decisão de suspender a Síria da organização.