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França e Espanha arrastadas para epicentro da crise

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França e Espanha arrastadas para epicentro da crise

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França e Espanha estão a ser arrastadas para o centro da crise da dívida soberana. A cada dia que passa, Paris, a segunda maior economia da zona euro, vê subir quer os “spreads” quer as taxas de juro das suas obrigações.

Esta quinta-feira registaram-se novos máximos e, segundo alguns economistas, o mercado está a agir como se a França já tivesse perdido o precioso triplo A de notação.

Adam Myers, analista do Crédit Agricole, defende: “A situação das receitas em França não é assim tão grave como a de outros grandes países como Itália. Penso que se trata de uma reação exagerada para colocar a França no mesmo saco que a periferia. No entanto, o mercado vai continuar a testar a vontade dos políticos e penso que com a França há que traçar uma linha”.

Esta quinta-feira, o prémio para comprar dívida francesa a dez anos superou os 200 pontos base e a taxa das obrigações subiu para 3,8 por cento. A Espanha registou um “spread” de 504 pontos e uma taxa de 6,8 por cento, não muito longe dos valores cobrados a Itália (“spread” de 550 pontos e “yields” de 7,2%). Roma está acima do nível considerado sustentável.

A dias das legislativas em Madrid e a meses das presidenciais francesas, os dois países vêm-se em posições difíceis e os próximos governos serão forçados a acentuar os planos de austeridade.

Mas será suficiente? Muitos consideram que só com a forte intervenção do BCE se pode evitar o contágio da crise ao coração económico da zona euro. Berlim opõe-se, evocando os limites fixados nos tratados europeus.