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Opositores descrentes do impacto das sanções contra a Bielorrússia

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Opositores descrentes do impacto das sanções contra a Bielorrússia

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Perante a constante repressão ao menor sinal de protesto por parte de opositores políticos e da sociedade civil, podem as sanções da União Europeia fazer a diferença em países como a Bielorrússia? Ativistas e membros da oposição ao regime de Alexander Lukashenko disseram à Euronews, em Bruxelas, que estão céticos quanto à sua eficácia.

“Relativamente aos recentes desenvolvimentos políticos, não vejo qualquer tendência no sentido da democracia, exceto a libertação de alguns presos políticos. Quanto ao impacto económico destas sanções, é quase invisível tendo em conta a crise económica no país”, afirmou Alexander Chubrik, director do centro de estudos do Instituto para a Privatização e Gestão.

Apesar desta crise económica e de Lukashenko governar a Bielorrúsia com mão-de-ferro há 17 anos, o líder do principal partido da oposição explica que as sanções podem tornar os bielorrussos ainda menos pró-europeus.

“A televisão oficial diz: é a União Europeia nossa amiga? Temos dificuldades, há uma crise mundial, mas fazem-nos apertar mais o cinto. Estas sanções não costumam ter efeito. Tiveram algum efeito em Cuba ou na Coreia do Norte?”, refere Alexander Milinkevich, ex-candidato presidencial pela formação Forças Democráticas Unidas, em 2006.

Pelo contrário, o porta-voz da Alta Representante Europeia para as Relações Externas e Política de Defesa, Catherine Ashton, diz ter bom retorno sobre as sanções, aplicadas contra 208 personalidades do país.

“O facto de um cavalheiro, cujos ativos das empresas foram congelados, vir agora desafiar-nos no tribunal, leva-nos a crer que está muito preocupado com as sanções. As organizações não governamentais no terreno dizem-nos que as sanções contra o regime são apoiadas e que se revelam eficazes”, disse Michael Mann.

As sanções de Bruxelas, reforçadas no início de Outubro, passam pelo de congelamento de bens de pessoas e empresas, a negação de vistos de viagem e a probição de exportar armas que possam ser usadas para a repressão dos opositores políticos e da população.