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Draghi critica atraso na implementação do FEEF

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Draghi critica atraso na implementação do FEEF

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Mario Draghi sai em defesa da credibilidade e da independência do BCE e critica os dirigentes europeus pelo atraso na implementação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) é reticente à compra massiva de obrigações para travar a crise e alerta para as consequências sociais e económicas de uma eventual perda de credibilidade da instituição.

No Congresso de Bancários europeus, em Frankfurt, afirmou: “Passaram quatro meses desde a cimeira que decidiu desbloquear o montante global do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e passou um mês desde a cimeira que decidiu o aumento dos recursos e que declarou que o fundo estaria completamente operacional. Onde é que estamos na aplicação destas decisões?”.

Com base nos tratados europeus, a Alemanha opõe-se à compra massiva de dívida pelo BCE, o que todos os economistas consideram necessário para travar a crise. A compra de obrigações pela instituição tem sido até agora limitada e pontual. O programa de aquisição, iniciado em maio de 2010, acentuou-se a partir de agosto, devido à pressão sob Espanha e Itália, e atinge um montante total de 187 mil milhões de euros.

As reticências do BCE em agir acentuam os receios dos investidores e os índices bolsistas vivem dias difíceis.

Uma sondagem da Reuters a economistas revela que a maioria espera a intervenção do BCE até março.