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Tensão crescente no Egito

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Tensão crescente no Egito

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Estão reunidos os ingredientes para uma nova revolução no Egito.
 
A praça Tahrir está a ser palco, pelo segundo dia consecutivo, de violentos confrontos entre a polícia e os manifestantes.
 
Em fevereiro exigiam a demissão de Hosni Mubarak, hoje pedem aos militares que entreguem o poder aos civis.
 
Os protestos subiram de tom na sexta-feira, dia em que foi convocada uma mega manifestação no Cairo. Muitos acamparam na praça da Libertação e as tentativas da polícia para os expulsar gerou uma nova onda de violência.
 
“As forças policiais são as mesmas do antigo regime, não mudaram com depois da revolução.
Usam as mesmas armas e o excesso de força contra os manifestantes” afirma um egípcio.
 
Outro refere: “só saímos daqui quando as nossas reivindicações forem ouvidas. O povo exige que os militares entreguem o poder a um conselho civil.”
 
Os militares dizem sim, mas só depois das eleições presidenciais. Para os manifestantes tudo não passa de uma estratégia para se manterem no poder.
 
O último balanço dos confrontos aponta para pelo menos setes mortos, quatro dos quais com bala real, e centenas de feridos.