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Moody's volta a semear o pânico na zona euro

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Moody's volta a semear o pânico na zona euro

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O aviso da agência de notação Moody’s sobre os riscos que corre o triplo A da França aumentou a tensão sobre a zona euro.

A Moody’s garante que, se o custo do financiamento da dívida continuar a aumentar e o défice continuar a crescer, daqui a três meses, Paris poderá ver sacrificada a nota da dívida soberana.

O governo francês, que apresentou dois planos de austeridade em menos de dois meses, diz que estão fora de questão novas medidas.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Calude Junker, defende que é “imprudente” falar do assunto por enquanto. “Com base na atual situação da França não me parece apropriada a ameaça de degradação do rating francês”, afirmou.

A diferença entre os juros da dívida da Alemanha e da França continua a progredir. Os empréstimos a dez anos para a Alemanha custam 1,9%,; a França já paga 3,6%. Espanha e Itália pagam respetivamente 6,6 e 6,8% e a Grécia paga uns astronómicos 31,7%.

A Espanha, que ontem foi às urnas, esteve hoje também sobre enorme pressão. Mariano Rajoy comprometeu-se genericamente durante a campanha com reformas estruturais e um plano de austeridade orçamental, mas os mercados querem saber de onde sairá o dinheiro para equilibrar as contas públicas espanholas.

Mas mais do que as medidas nacionais dos países que se encontram na espiral da dívida, os mercados aguardam uma ação europeia.