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Violência continua a matar no Cairo

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Violência continua a matar no Cairo

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Eleva-se a pelo menos trinta e três o número de mortos causado pelos protestos no Cairo.

Uma série de confrontos entre manifestantes e policiais voltaram a registar-se esta segunda-feira nos arredores da praça Tahrir. Os egípcios exigem a adoção da lei anticorrupção antes das eleições de modo a impedir o partido do antigo presidente a participar no escrutínio.

“As exigências da nossa geração não podem ser pedidas através da violência mas do voto”.

Os confrontos ocorrem a uma semana do início das primeiras eleições legislativas depois da revolução popular que derrubou Hosni Mubarak.

De acordo com o Ministério da Saúde, os confrontos deixaram para além dos 33 mortos 1.750 feridos.

Policiais e soldados usaram gás lacrimogéneo e balas de borracha contra a multidão, que lançou pedras e bombas artesanais.

Esta nova vaga de violência na capital egípcia levou já à saída do ministro da Cultura, Emad Abou Ghazi, que apresentou a demissão em protesto contra a reação do Governo e contra a carga policial sobre os manifestantes.