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Bélgica enfrenta novo colapso político

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Bélgica enfrenta novo colapso político

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Há ano e meio que os belgas não têm um governo propriamente dito e agora ficam ainda mais longe de o ter, porque Elio Di Rupo bateu com a porta.

O líder dos socialistas francófonos, nomeado pelo rei Alberto II para tentar formar um executivo estável, demitiu-se, na sequência do impasse a que chegaram as negociações para o Orçamento de 2012. O monarca colocou a demissão “em suspenso”, pedindo calma e reflexão.

Uma representante do partido de Di Rupo declarou que “havendo um desacordo hoje, joga-se com o fogo e mergulha-se a população belga em grandes dificuldades.”

Os socialistas têm a missão de unificar flamengos e francófonos, desenhando um consenso com os liberais e os cristãos-democratas. O líder destes últimos acusou os liberais de “irresponsabilidade política” e garantiu que “a fatura que os cidadãos vão pagar será enorme”.

Há 11,3 mil milhões de euros em falta para o próximo orçamento e a desagregação política ameaça afundar a Bélgica, de novo, no caos.