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Junta militar equaciona mudar primeiro-ministro

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Junta militar equaciona mudar primeiro-ministro

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Os três dias de protestos a exigir o fim imediato da autoridade militar no Egito forçam a junta no poder a mobilizar forças de segurança no Cairo onde desde sábado já morreram três dezenas de pessoas, muitas com marcas de balas.

Os vinte mil civis que se manifestam na capita do Egito juntam-se a outros milhares em cidades como Alexandria e Ismailia, nesta última dois manifestantes perderam a vida.

O gabinete civil propôs demitir-se mas os contestatários querem mais. “As nossas exigências são as seguintes: primeiro uma reforma da constituição, demissão do executivo e terceiro, um governo civil democrático”, refere um manifestante.

Os contestatários apelam a uma maior participação popular nas ruas.

A junta militar não faz para já qualquer concessão mas pede contenção e diálogo. Uma fonte militar citada pela “reuters” referiu estar a equacionar a substituição do primeiro-ministro.

Mas o povo nas ruas quer que de fato os militares deixem o poder, até porque o chefe da junta militar foi durante duas décadas o ministro da defesa de Hosni Mubarak, presidente derrubado em Fevereiro.

As eleições para formar uma assembleia constituinte decorrem a partir do dia 28.