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Cairo amanhece com confrontos

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Cairo amanhece com confrontos

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Já lhe chamam a segunda revolução egípcia Os confrontos entre manifestantes e as forças da ordem despertaram o cairo e também Alexandria para mais um dia, depois do líder da junta militar que governa o país ter feito concessões consideradas insuficientes.

As forças da ordem são acusadas de força bruta

“Eles queimam casas e depois dizem que somos nós, eles lançam cocktails molotov e dispararam com balas reais”, refere um manifestante.

outro diz que “alguns de nós começaram a lançar pedras contra a polícia que reagiu agressivamente, mas nós não somos pecadores. A culpa é do marechal Tantawi que está no seu canto a ver o que se passa e não faz nada”, conclui.

Com milhares de pessoas na praça Tahrir na terça-feira, o marechal Hussein Tantawi dirigiu-se ao povo na televisão do Estado.

O líder de facto sugeriu um referendo para definir o papel dos militares e anunciou igualmente ter aceite a demissão do governo. Por fim prometeu a realização de eleições presidenciais em Junho, seis meses antes do previsto.

Os manifestantes consideram pouco e permanecem determinados a empurrar os militares para fora do poder, mesmo que isso custe a vida.

Até agora, em cinco dias de protestos, já morreram pelo menos 37 pessoas e mais de um milhar ficaram feridas.