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Os professores foram um marco na sua vida?

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Os professores foram um marco na sua vida?

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A escola tem um papel fundamental na nossa vida e nas nossas memórias. Mas hoje em dia, o que é a escola? E quais as necessidades e os desafios de amanhã? Colocámos estas e outras questões a várias personalidades mas, também, a alunos. Vamos ouvir o que têm a dizer.

Zakaria da Tanzânia considera que “um bom professor é aquele que ensina e adora os alunos.”

Podemos adorar ou não os professores, mas eles são um marco nas nossas vidas.

O que pensam os que participaram Conselho Económico e Social deste ano em Genebra?

“Lembro-me de meu primeiro professor, uma mulher jovem. E do meu professor de história que era excelente. Por causa dele quis ser arqueóloga. Apaixonava-nos. É importante, e incrível, o impacto que os professores têm em cada criança”, afirma Irina Bokova, Directora-Geral da UNESCO.

Para os mais pequenos, a escola do futuro é um espaço com muitas salas de aula, onde é permitida a entrada de animais, numa ilha ou num cogumelo.

“Esta escola tem a forma de cogumelo. Ali existe um laboratório de ciência, história e geografia. Tive a ideia depois de ver um episódio dos Estrunfes. Aqui temos um determinado tipo de folhas que serve para subir até ao laboratório, como um elevador, e que nos leva até lá. E assim, conseguimos entrar” afirma Matteo.

Mas o que querem as pessoas aprender?

“Eu queria ser advogada para poder ajudar os que não sabem defender-se, ou quando o gado deles come a colheita dos vizinhos,” afirma Mónica da Tanzânia.

Um fundo global para a educação

Numa altura em que os educadores correm para cumprir as metas de desenvolvimento do milénio até 2015, estima-se que 70 milhões de crianças continuem sem ir à escola. Quais os obstáculos para educar as crianças? E que pode fazer a comunidade internacional? O antigo chefe de governo britânico, Gordon Brown, propõe um fundo global.

“Nós fizemos uma promessa, em 2000: que todas as criança deviam estar na escola. Se até 2015, não conseguirmos colocar os 67 milhões de crianças na escola, talvez o número possa ser superior por causa das mudanças da população e dos cortes nos orçamentos. E isso significaria trair as promessas que fizemos. Mas então o que fazer? Antes de mais, penso que a necessidade de formar mais professores é clara. Temos, provavelmente, um défice de um milhão de docentes em todo o mundo. E penso que precisamos de parcerias públicas e privadas para construir as escolas e as salas de aula que faltam.

Euronews: A África Subsaariana enfrenta o maior desafio da região com 10 milhões de crianças obrigadas a abandonar a escola primária todos ao anos. Acredita que existe uma lacuna educacional, que tende a aumentar, entre os mais ricos e os mais pobres. O que correu mal?

Brown: “Gastamos muito pouco na educação de uma criança da áfrica subsariana – em média 400 dólares para a educação completa – enquanto para uma criança norte-americana são precisos 100 mil dólares. Isto representa uma distribuição de oportunidades injusta e desigual. Mas o mundo tem o dever de se unir e dizer: vamos criar um fundo global para que os países possam proporcionar uma educação para todos. Afinal de contas, as promessas feitas em Dakar em 1990 previam a ausência de barreiras financeiras para a concretização dos objetivos educacionais. E que se houvesse um problema financeiro, nós, os mais ricos, teríamos de nos certificar que a educação estaria disponível para os mais pobres.”

Mais informação em: http://lemonde-educ.blog.lemonde.fr/

http://www.un.org/en/ecosoc/

Melhorar a qualidade no ensino na Tanzânia

Uwezo é um movimento de cidadãos presente na Tanzânia, Índia, Paquistão, Uganda e Quénia. Recruta voluntários em diferentes regiões para avaliar o desempenho das crianças na escola e para saber até que ponto os pais estão envolvidos.

Aziza Mfaume decidiu ser voluntária porque, como um membro da comunidade, também, é beneficiada. “Tenho filhos na escola e netos que em breve vão entrar na escola.”

O movimento procura envolver os pais na educação das crianças, o que encoraja a ação da comunidade.

“Aprendi muitas coisas. A identificar o nível em que a minha filha se encontra e o que posso fazer para a ajudar” afirma Mosi Omary.

Mais informação em: http://www.uwezo.net/