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Violência ilumina mais uma noite no Cairo

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Violência ilumina mais uma noite no Cairo

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A noite cai no Cairo e o fogo da violência ilumina a contestação de milhares de pessoas. A praça Tahrir na capital do Egito é o centro de uma contestação reiniciada há cinco dias e que se sente em várias regiões do país.

São já quase 40 as vítimas mortais dos confrontos entre manifestantes e as forças da ordem. Há o registo de duas mil pessoas feridas.

As forças de segurança são acusadas de usar balas reais e outros meios menos convencionais para reprimir multidões.

Um dos pontos mais acesos dos protestos é o ministério da Interior. As autoridades substituiram a polícia de choque pelo exército.

Na terça-feira, após uma reunião entre políticos e generais, o marechal Hussein Tantawi, que lidera a junta militar, prometeu eleições presidenciais dentro de 6 meses, ou seja, meio ano antes do estabelecido.

Mas a promessa não convenceu os manifestantes que pretendem ver materializada a revolução de fevereiro.

As eleições legislativas começam já na segunda-feira num processo que só deverá estar completo meses depois e que prevê a nomeação de uma assembleia constituinte encarregue de fundar uma nova Lei fundamental.