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Ativistas da Primavera Árabe receberam Prémio Sakharov em Bruxelas

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Ativistas da Primavera Árabe receberam Prémio Sakharov em Bruxelas

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Rodeado de anteriores laureados vindos de todo o mundo, o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, conduziu as cerimónias, em Bruxelas, da entrega de mais um Prémio Sakharov. Na 11 edição, foram distinguidos um nacional da Tunísia, um do Egito, um da Líbia e dois da Síria, pelo papel na Primavera Árabe.

“A democracia ainda não é uma realidade nos países árabes e a luta por essa democracia no mundo árabe dura há muito tempo. Mas só agora é que o mundo acordou para essa luta”, disse à Euronews Salima Ghezali, escritora e jornalista argelina laureada em 1997.

Em paralelo à cerimónia, o Parlamento Europeu organizou uma conferência sobre as tendências da luta pela liberdade e pelos direitos humanos. A questão central foi o papel das novas tecnologias, do qualo laureado chinês de 1996 deu exemplos.

“Penso que ao nível dos direitos fundamentais, o mais importante é o da liberdade de expressão. É por ele que o povo chinês tem vindo a lutar. Querem pode expressar-se, actualmente sobretudo através da Internet. Contudo, essa é exactamente a plataforma onde o governo chinês exerce um controlo mais apertado. É muito clara a luta atual entre estas duas posições”, disse Wei Jingsheng.

O Prémio Sakharov de Liberdade de Pensamento é visto um pouco como o Nobel da Paz europeu, realçando o papel de movimentos e ativistas que lutam por um mundo mais livre. A transiçâo do regime ditatorial para a democracia pode ser um processo longo e difícil, que precisa de ganhar visibilidade mundial, como explicou à Euronews uma das Damas de Branco, movimento laureado em 2005.

“O Prémio Sakharov fez com que a Europa fosse mais sens’ivel às Damas de Branco. Foi algo garnde, fenomenal: as pessoas ficaram a conhecer as Damas de Branco. Algumas vinham ter connosco como se fossemos parate de um espetáculo, outras para se mostrarem solidárias. Lembro-me de estar num parque, pedindo alibertação de um preso muito dente, e das pessoas que passavam me fazerem gestos de apoio”, contou Reyes Castanon.

O Parlamento Europeu passou a ter uma sala Sakharov, espaço priviligiado para discutir no futuro os esforços que por todo o mundo são levados a cabo em nome da liberdade.