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Exército egípcio pede desculpas através do Facebook

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Exército egípcio pede desculpas através do Facebook

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O balanço dos protestos no Egito é demasiado pesado para as autoridades se manterem em silêncio.

Através da sua página no Facebook, o Conselho Superior das Forças Armadas veio lamentar o elevado número de vítimas mortais, na sequência dos confrontos entre manifestantes e a polícia um pouco por todo o país, mas sobretudo na famigerada Praça Tahrir.

Neste local, no coração do Cairo, foram levantadas barreiras metálicas e arame farpado para conter os ajuntamentos.

Um dos manifestantes relembra o porquê de tudo isto: “todos esperavam mudanças nos meses a seguir à revolução, mas de janeiro a novembro não houve respostas às nossas exigências. Já passou quase um ano desde as mortes na revolução e ainda não vimos resultados.”

Estes últimos dias foram os mais conturbados depois da sublevação popular que depôs Hosni Mubarak. Contam-se cerca de 4 dezenas de mortos, no Cairo, em Ismailia, em Alexandria. Os médicos criticam a intervenção das autoridades, denunciando asfixias por uso de gás lacrimogéneo e a utilização de balas verdadeiras.

No próximo dia 28, arranca o processo de eleições legislativas, com os insurgentes a assumirem-se como força política, através do Partido da Liberdade e da Justiça.