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Greve imobiliza Portugal e piquetes motivam polémicas

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Greve imobiliza Portugal e piquetes motivam polémicas

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Paralisados. Os comboios no Cais do Sodré, em Lisboa, representam aquilo que se passa em Portugal: a greve geral está a imobilizar o país.

Os exemplos sucedem-se: durante a madrugada, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local registou adesões na ordem dos 100 por cento. Os STCP, os transportes coletivos do Porto, avançam com 90 por cento.

O secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, já se congratulou pela elevada participação, mesmo por parte de trabalhadores de empresas privadas.

Mesmo o governo reconhece que, ao longo do dia, a adesão será bastante expressiva.

Uma lisboeta, atingida pela greve, não colocou em questão “o direito a reivindicar”, mas ressalvou: “que causa muito transtorno aos trabalhadores, causa. E há patrões que se aproveitam disso. Mas também noto que há muito pouca gente nas paragens.”

Não é, portanto, dia para grande voos. A TAP cancelou 121 dos 140 percursos previstos. A maior controvérsia diz respeito à organização de piquetes, uma vez que se registam alguns bloqueios a trabalhadores que não querem aderir à greve.