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Saída de Saleh não cala armas no Iémen

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Saída de Saleh não cala armas no Iémen

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Aumenta o número de mortos no Iémen, um dia depois de Abdullah Saleh se comprometer a abandonar o poder.

Mais de duas dezenas de pessoas foram abatidas a tiro nas últimas horas na capital, Sanaa, e no sul do país.

Os manifestantes apontam o dedo aos apoiantes de Saleh e aos militares.

A contestação subiu de tom depois de conhecidos os termos do acordo que prevê a transferência do poder no Iémen, mais concretamente, a imunidade judicial concedida ao chefe de Estado e à família.

Os iemenitas querem levar à justiça, o homem que durante mais de três décadas governou o país e prometem não desistir.

O documento, assinado na Arábia Saudita prevê a transferência do poder para o vice-presidente, que deve formar um governo com elementos da oposição e marcar eleições presidenciais no prazo de três meses.

A festa desta quarta-feira para assinalar a saída de Saleh – o quarto líder forçado abandonar o poder depois do início da Primavera Árabe – durou, apenas, algumas horas.