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Segurança mundial e crise dominam cimeira UE/EUA

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Segurança mundial e crise dominam cimeira UE/EUA

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O aprofundamento da cooperação transatlântica dominará a cimeira União Europeia-Estados Unidos, a 28 de Novembro, em Washington (EUA). O governo norte-americano diz que considera estratégica a relação com a Europa, apesar do Presidente Barack Obama ter devotado muito do seu tempo aos homólogos asiáticos na reunião do G20, este mês, em Cannes (França).

“Não estamos a virar costas à Europa. Agora focamo-nos mais na Ásia do que fazíamos no passado e, para ser franco, gostaríamos que a Europa também o fizesse. Assistimos à emergência de novos poderes na Ásia. É importante melhorar essa relação e incluí-los no sistema de governação global que foi criado pela Europa e pelos Estados Unidos no século passado”, disse à Euronews William E. Kennard, embaixador dos EUA na UE.

A Primavera Árabe, a crise nuclear com o Irão e a estabilidade no Médio Oriente são outras prioridades da cooperação política. Mas a cimeira será em grande medida dominada pela crise financeira, que poderá implicar maior integração política na Europa, o que parece já não assustar os Estados Unidos.

“Penso que já passou o tempo em que os norte- americanos eram céticos sobre a integração europeia, temendo que fosse uma potência ameaçadora à medida que os países fossem agindo de forma cada vez mais unida. Os norte-americanos estão muito interessados em manter a estabilidade da situação política na Europa, especialmente porque sabem que serão afetados se o continente se for abaixo”, explicou à Euronews Jan Techau, diretor do think tank Carnegie Europe.

Os líderes dos dois blocos vão simbolicamente lançar um grupo de trabalho que deverá encontrar propostas para o crescimento económico e a criação de empregos até à cimeira bilateral do próximo ano.