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Campanha do partido salafista com candidatas veladas gera polémica

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Campanha do partido salafista com candidatas veladas gera polémica

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O partido salafista egípcio Al-Noor levou a cabo uma campanha eleitoral que suscitou bastantes reações, tanto no exterior como no seio dos seus próprios membros.

Na origem da controvérsia está a lei que exige a presença de mulheres nas listas eleitorais. Em vez de colocar as fotografias das candidatas, o Al-Noor decidiu colocar ou um rosa em vez da fotografia, ou o nome do marido da candidata em questão.

O porta-voz do partido, Mohamed Nour, refere que “não se vota em manequins e mesmo se metermos a fotografia de uma candidata com um véu isso não tem interesse para o eleitorado. O que nos interessa é que os candidatos sejam eleitos. Devemos concentrar-nos nos currículos e não nas fotografias.”

Uma opinião que não é partilhada pela maioria dos eleitores.

“As hipóteses de sucesso das candidatas veladas são mínimas”, afirma um eleitor egípcio.

Uma egípcia questiona: “se não lhes vemos a cara como é que podemos votar nelas? Como é que vão exprimir as suas ideias?”

Membro fundador do partido salafista, Rana Jalal defende que “eu ou outra mulher qualquer com véu queremos ter um papel importante na nossa sociedade. Não tem qualquer importância se uma mulher velada é cabeça de lista ou não porque o que conta é ter vontade de servir o interesse geral.”

O enviado da euronews ao Egito questiona “será que as candidatas veladas com o nome dos maridos ou com o logótipo do partido salafista serão verdadeiramente capazes de serem eleitas para defender os interesses dos que votam por elas no parlamento?”