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Egito vive primeiro grande teste após queda do regime de Mubarak

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Egito vive primeiro grande teste após queda do regime de Mubarak

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Primeiro grande teste democrático desde a queda do regime de Hosni Mubarak no Egito. Os egípcios começam a votar esta segunda-feira nas eleições legislativas, um escrutínio que se vai prolongar por vários meses.

Até 11 de janeiro, 40 milhões de egípcios vão escolher os deputados da Assembleia do Povo. Entre 29 de janeiro e 11 de março elegem os senadores da Choura, a câmara alta do parlamento.

Estas eleições são organizadas num clima de grande tensão e os confrontos entre forças da ordem e manifestantes ameaçam este passo para a democracia.

O calendário eleitoral foi mantido pela junta militar, mas nem todos os egípcios concordam com a organização do escrutínio.

Um manifestante da Praça Tahrir, no Cairo, defende que “todos devem participar nestas eleições, quer se seja a favor ou contra. Acho que estas eleições são a solução final para a crise.”

Uma manifestante diz ser “contra todas as decisões tomadas pelo conselho militar. Primeiro têm que devolver o poder aos civis e depois podemos tomar as decisões políticas necessárias.”

Apesar do escrutínio que deverá permitir à junta militar manter-se no poder até ao próximo Verão, o presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito, o marechal Mohamed Hussein Tantaoui, reuniu-se com o político egípcio Mohamed El-Baradei e com o ex-secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa.

Depois da reunião, o antigo diretor da Agência Internacional de Energia Atómica afirmou estar disposto a renunciar às suas ambições presidenciais para liderar um Governo de salvação nacional.