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Eurogrupo fecha dossiê grego e discute fundo de resgate

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Eurogrupo fecha dossiê grego e discute fundo de resgate

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Com a Itália a ocupar cada vez mais o centro das preocupações da zona euro, os ministros das Finanças do Eurogrupo querem avançar no dossiê grego. O ministro Evangelos Venizelos garante que o novo governo de unidade nacional cumpriu as condições para receber a nova tranche de oito mil milhões de euros.

“Temos o necessário consenso político, temos a necessária unidade nacional, mas também o compromisso nacional e a determinação para seguir em frente. Também estamos prontos a contribuir para a discussão muito importante sobre o futuro da zona euro, uma zona euro forte capaz de reagir e de enviar mensagens muito claras para o mercado”, disse o governante.

A Itália, terceira maior economia da UE, já paga taxas de juro consideradas insustentáveis para obter empréstimos no mercado. A Alemanha, que se tem oposto à emissão de dívida soberana conjunta, admite uma espiral de desconfiança dos investidores.

“De facto, as taxas de juro para alguns países europeus aumentaram, especialmente nos mercados secundários. Existe efetivamente um aumento nos spreads de alguns países, os investidores de algumas partes do mundo afastam-se da zona euro. Por esta razão, é muito importante implementarmos de forma clara as nossas decisões: criar uma estrutura inédita que combina a moeda única com uma maior integração fiscal”, afirmou o ministro alemão, Wolfgang Schauble.

O papel do Banco Central Europeu na alavancagem do fundo de resgate aos países mais endividados está assim no topo do debate.

Por estes dias a um nível técnico, antes do endorso político final, como refere o correspondente da Euronews, Andrei Beketov: “Os ministros prometeram dar luz verde à transferência da sexta tranche do empréstimo à Grécia e disseram ter esperança de que o fundo de estabilização financeira se torne suficientemente forte para garantir essa mesma estabilidade. Mas esses anúncios terão ainda de ser aprovados na cimeira de chefes de Estado e de governo, na próxima semana, em Bruxelas”.