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Ecofin "ultrapassada" pela banca em medidas para aliviar pressão

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Ecofin "ultrapassada" pela banca em medidas para aliviar pressão

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Os ministros das Finanças da UE, reunidos em Bruxelas, avançam lentamente nas propostas técnicas para salvar o euro. Acumulando esta pasta com a chefia do governo italiano, Mario Monti disse que as três maiores economias europeias vão unir esforços, sem pôr de parte os restantes 24 estados-membros.

“É objetivamente importante para a Itália estar ao

lado da França e da Alemanha – sendo a Itália a terceira economia da zona euro – no que toca à reflexão e às propostas políticas para o desenvolvimento da zona euro e na busca de uma solução para a crise e para o futuro da União Europeia. Mas queremos fazê-lo mantendo o diálogo mais produtivo possível com as instituições comunitárias”, disse o primeiro-ministro de Itália.

Todos esperam que a resposta venha sobretudo da Alemanha, o motor económico da UE, que resiste à emissao de dívida soberana conjunta. Berlin prefere falar em provas de disciplina para renovar a confiança dos mercados.

“O problema é que só podemos resolver a crise de confiança na moeda única e na Europa provando que somos capazes de resolver os nossos problemas de uma forma credível. E isso exige enormes esforços políticos para certos países”, afirmou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble.

Enquanto os políticos negoceiam, o setor bancário mundial entrou em ação, anunciando uma descida na taxa de aquisição de dólares nos mercados estrangeiros, como refere o correspondente da Euronews, Andrei Beketov: “Se o euro e os mercados estão hoje em alta não é por causa do que passa no conselho, mas por causa da ação conjunta de seis dos principais bancos centrais. Deram um exemplo de determinação e coordenação no combate à crise. Mas os políticos poderão retomar a liderança na cimeira da UE, na próxima semana, em Bruxelas”.