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Crise pode estrangular Fundo Global contra a SIDA

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Crise pode estrangular Fundo Global contra a SIDA

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Tabitha Kioko é queniana, tem quarenta anos e três filhos. É seropositiva… Vive numa área empobrecida de Nairobi. Recebe dos Médicos Sem Fronteiras os medicamentos para tratar a infeção pelo HIV.

Mas a ajuda que recebe está em risco. A crise económica na Europa e nos Estados Unidos pode estrangular os fundos de ajuda.

Tabitha está inquieta. “Se estas organizações deixam de financiar os meus medicamentos será uma sentença de morte para mim”, diz.

No dia mundial da luta contra a sida o Fundo Global para a enfermidade alerta para cortes no financiamento dos doadores internacionais. Cortes que poderão ter impacto nos Médicos Sem Fronteiras e outras ONG.

“O financiamento é uma questão séria. Normalmente não vão ter impacto amanhã mas terão sem dúvida um efeito dominó a longo prazo. Temos que estar muito vigilantes quanto a isto. É por isso que numa escala internacional as ONG falam sobre o corte de fundos”, explica Kumar Chandiramani, dos Médicos Sem Fronteiras.

O futuro de Tabith pode estar em risco. As más perspetivas surgem num ano em que a ONUSida anunciou que há menos pessoas a morrer de SIDA devido ao maior acesso aos tratamentos.