Última hora

Última hora

Ucrânia luta para controlar epidemia da SIDA

Em leitura:

Ucrânia luta para controlar epidemia da SIDA

Tamanho do texto Aa Aa

Na Ucrânia, a epidemia da SIDA é um problema particularmente preocupante. Em 2010, foram registados mais de 20 mil novos casos, um número superior a 2009, e as ONGs que operam no terreno temem que o balanço de 2011 seja ainda pior.

A euronews foi ao encontro de um dos principais grupos de risco, os toxicodependentes.

Nadya tem 26 anos, muitos dos quais vividos sob a dependência de drogas. Viciada em anfetaminas, admite que a partilha de seringas faz parte do quotidiano.

Nadya explica que foi assim que ficou com hepatite C. Diz que sofre da doença “há 10 anos”, porque partilhou “várias vezes” uma seringa com o namorado e a irmã.

Recentemente, Nadya começou a ser acompanhada por uma ONG ucraniana que, para além de combater a dependência, alerta para os comportamentos de risco responsáveis por um elevado número de casos de SIDA no país.

A vice-presidente da fundação caritativa “Nika Kiev”, Olena Pirkovska, explica que a organização “não recebe qualquer ajuda do Estado. A situação atual, face aos medicamentos para tratar seropositivos, é um grande problema. De acordo com as informações preliminares, no início de 2012, cerca de 40 mil ucranianos não terão acesso a tratamento”.

Em Outubro, o governo lançou a campanha “vamos dar um cartão vermelho à SIDA”, servindo-se do fenómeno do futebol para tentar combater a discriminação e a estigmatização.

Os seropositivos ucranianos continuam ainda assim a esconder o rosto. Lena, uma residente de Kiev infetada com HIV, diz que “antes havia auto-estigmatização e discriminação, tudo parecia perdido. Agora”, diz que se sente “melhor” e que a doença “não influencia da mesma forma a sua vida”.

O problema está, no entanto, tudo menos controlado. A Ucrânia é o país mais afetado da Europa, com mais de 350 mil casos registados.