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Rússia Unida: a poderosa dupla de líderes

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Rússia Unida: a poderosa dupla de líderes

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A Rússia vai continuar a ter uma liderança bicéfala.

Em Novembro, no congresso do partido Rússia Unida, Vladimir Putin e Dmitri Medvedev comprometeram-se a trocar de papeis na direção da Federação e oficializaram o anúncio de Outubro.

Medvedev tomou as rédeas do partido governamental para estas eleições legislativas.

Putin vai ser o candidato à presidência em março. Depois de quatro anos no posto de primeiro ministro, o regresso de Putin foi anunciado para relançar a marcha eleitoral do partido Rússia Unida.

Beneficiário do sistema eleitoral com sistema proporcional por listas e um teto fixo nos 7%, que afasta todos os marginais da Duma, o partido Rússia Unida dispõe de uma enorme vantagem para assegurar a posição dominante.

O analista política Andrei Kortunov explica:

“Creio que a maioria das pessoas vê Rússia Unida como o partido da classe dirigente, dos funcionários, dos burocratas, como uma espécie de mecanismo que permite a aplicação de decisões que se tomam noutro lado qualquer.”

Uma opinião partilhada, segundo uma sondagem recente, por 53% dos cidadãos inquiridos, convictos de que o resultado das eleições é determinado pelas autoridades.

Em Tula, a 175 km de Moscovo, o partido Rússia Unida alimentou esta supremacia durante uma década. O antigo milionário e patrão dos supermercados, convertido à política, foi nomeado por Medvedev:

“Não deveríamos ser tão minimizados. Sou membro de Rússia Unida desde a formação do partido. Nunca me filiei noutro partido e não tenho de me sentir envergonhado com o trabalho que realizei”.

Mas os anos de crescimento económico, graças ao preço do petróleo, não beneficiaram toda a gente. O poder de compra dos russos caiu pela primeira vez desde 2008, a inflação mantem-se a 7%.

O analista politico Nikolai Petrov do Carnegie Centre:

“ – O que agora vemos é uma remanescência de um sistema poílítico muito primitivo concebido por Putin nos tempos em que a Rússia gozava de uma enorme riqueza financeira. Manteve-se devido a uma política populista do governo, que não pode continuar muito tempo. “

As eleições para a presidência da Federação Russa estão marcadas para 4 de março. Essa data vai marcar o verdadeiro termómetro do vigor político da fórmula de Putin.