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Itália: Plano de austeridade de Monti desagrada sindicatos

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Itália: Plano de austeridade de Monti desagrada sindicatos

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A Itália prepara-se para dias de austeridade e contestação social.

O governo de Mario Monti apresentou, este domingo, um novo pacote de austeridade que visa consolidar em 30 mil milhões de euros as finanças públicas de Itália, de modo a atingir um orçamento equilibrado em 2013.

O novo pacote de austeridade inclui cortes na despesa, aumentos de impostos e uma reforma do sistema de pensões.

O governo pretende aumentar o imposto de habitação, similar ao IMI, e com isso pretende arrecadar mais de 10 mil milhões de euros.

Já a partir de 2012 o cálculo das pensões passará a ser feito com base em toda a carreira contributiva e não apenas os últimos anos. A idade da reforma sobre para os 66 anos, para os homens e os 64 para as mulheres.

O IVA sobe 2 pontos percentuais, passando a taxa mais alta para os 23 por cento.

Os sindicatos criticam mais um pacote de austeridade e acusam o governo de Mario Monti de não pensar no impacto que vai ter na vida das pessoas.

Rafaele Bonnani, da confederação Cisl, acredita que “o governo não calculou o impacto social destas medidas. Por isso em vez de se basear em princípios académicos, talvez seja melhor concentrar-se no impacto que estas medidas têm no quotidiano das pessoas.”

Os protestos não se fizeram esperar e esta segunda-feira, um grupo de pessoas reuniu-se em frente ao Palácio Chigi, sede do governo, manifestando-se contra as novas medidas de austeridade.

A Comissão Europeia advertiu, já, Roma de que terá de enfrentar mais reformas no futuro.