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Dublin apresenta novo plano de austeridade

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Dublin apresenta novo plano de austeridade

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O governo irlandês apresentou o quarto plano de austeridade em quatro anos, deixando entender que as medidas duras vão mesmo intensificar-se.

O Orçamento de Estado para 2012 apresentado ao Parlamento prevê cortes suplementares de dois mil e duzentos milhões de euros, cerca de metade dos quais nas despesas sociais e na educação.

No domingo, o primeiro-ministro preparava o terreno para o anúncio, afirmando que “gostaria de dizer que o orçamento não terá impacto sobre cada cidadão com necessidades, mas isso não é possível. As escolhas duras nunca são fáceis, mas [o governo] continuará a investir em projetos cruciais, como o Hospital Nacional de Crianças, edifícios escolares e centros de saúde”.

Afundada pelo colapso do sistema financeiro em 2008, a Irlanda recebeu em 2010 ajudas internacionais vitais para evitar a bancarrota, comprometendo-se em troca a poupar 15 mil milhões de euros em quatro anos.

Um residente de Dublin diz que “a população enfrenta grandes dificuldades. Muitas pessoas compraram casas [antes da crise] e agora enfrentam taxas e hipotecas que não conseguem pagar. Os preços dos bens imobiliários sofreram uma inflação ridícula”.

Outra residente explica que “as medidas de austeridade tiveram um impacto enorme, drástico e dramático. Os irlandeses passaram de repente de uma posição em que beneficiavam de um ‘boom’ de 15 anos de uma economia florescente, para um colapso económico completo”.

Mais positiva, esta jovem acredita que “não será preciso lutar muito mais tempo. As coisas estão a melhorar e, se tudo correr bem, na altura em que terminar [os estudos] tudo estará melhor”.

Apesar do reforço da austeridade, Dublin garante que a situação económica irlandesa se estabilizou nos últimos 12 meses.