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Putin regista candidatura às presidenciais ignorando protestos

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Putin regista candidatura às presidenciais ignorando protestos

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Ignorando os protestos contra os resultados das legislativas, Vladimir Putin assinou oficialmente os papéis para a candidatura à presidência russa.

Numa curta visita à sede da Comissão Eleitoral Central, o primeiro-ministro registou-se como candidato, um passo formal mas necessário na direção do que poderá ser mais 12 anos de chefia de Estado para Putin.

Entretanto, o líder do partido opositor Yabloko anunciava que pretende contestar os resultados das legislativas de domingo nos tribunais.

Grigory Yavlinski afirma que “os resultados [do partido] foram várias vezes diminuídos, em várias assembleias de voto. No total, os votos foram cortados em mais de metade”. O líder do Yabloko defende que “os resultados em Moscovo e São Petersburgo foram de cerca de 20 por cento”, mais do dobro dos oficialmente anunciados e que não permitiram à formação entrar no Parlamento.

Para contrariar os protestos, o Kremlin promove há vários dias manifestações de apoio no centro de Moscovo.

As televisões russas têm ignorado a contestação na capital e em São Petersburgo. A União Europeia apelou à Rússia para respeitar a liberdade de expressão e manifestou inquietude pela detenção de centenas de opositores.

Moscovo assistiu esta semana a manifestações de uma dimensão inédita que se propagaram a outras cidades e para sábado está convocada um grande protesto na capital.