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Tratado a 23 para salvar o euro

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Tratado a 23 para salvar o euro

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A salvação do euro passa por um tratado intergovernamental para reforçar a disciplina orçamental. 23 dirigentes europeus chegaram a acordo para assinar um novo documento, que deverá entrar em vigor até março. O Reino Unido e a Hungria decidiram ficar de fora, enquanto a República Checa e a Suécia têm de consultar os respetivos parlamentos.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso: “Acreditamos que se o tratado for bem redigido vai potenciar o nosso objetivo que era: melhorar a governação, aumentar a credibilidade e melhorar as regras que temos hoje para a zona euro. Tenho de ser muito franco e honesto convosco, como sempre. Teríamos preferido, é claro, um acordo unânime!”

Em cima da mesa esteve igualmente o reforço do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e o seu sucessor a partir de 2012, o Mecanismo Europeu de Estabilidade. Ambos vão passar a ser geridos pelo Banco Central Europeu. O presidente do BCE, Mario Draghi, considera que o acordo “é um resultado muito bom para a zona euro. É muito próximo de um pacto fiscal e vai certamente servir de base para uma política económica muito mais disciplinada para os membros da zona euro.”

Os países da zona euro concordaram ainda disponibilizar ao FMI recursos adicionais que se poderão elevar até aos 200 mil milhões de euros.