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Uma cimeira sem resultados satisfatórios

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Uma cimeira sem resultados satisfatórios

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O Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, resistiu aos apelos da Comissão e do eixo Paris-Berlim e impôs divisões na família europeia.

O Tratado intergovernamental só conseguiu reunir 23 países, incluindo os membros da zona euro.

Reino Unido e Hungria ficaram de fora, rejeitando a harmonização fiscal e a estabilidade orçamental.

Nove estados precisam ainda de ratificar o acordo, nos respectivos parlamentos.

O presidente do Conselho Europeu disse que há consenso para aplicação de políticas fiscais conjuntas:

“Nós concordamos naturalmente com um novo conjunto de medidas fiscais. Significa o reforço das nossas regras no procedimento contra o défice excessivo, aplicando-o automaticamente. Significa também que os Estados-membros terão que submeter as propostas orçamentais à comissão”.

Um acordo sobre o défice e a política fiscal que não atinge todos os estados membros.

O presidente do Banco Central Europeu, peça-chave de todo este processo, saudou o acordo possível:

“Estamos muito perto de um bom conjunto de medidas fiscais que, certamente, será a base de uma política económica mais disciplinada para os membros da eurozona, e será muito útil na situação actual”.

Um acordo a 23 para salvar o euro e o mercado comum. O documento vai chamar-se “União para a Estabilidade Orçamental”.

O euro devia unir a Europa. Mas a sua história atribulada tem contribuído para a divisão dos 27 estados membros.

Para alguns estados, a política orçamental e fiscal é uma questão de soberania, que não se pode alienar.