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Iemenita critica comunidade internacional na receção do Prémio Nobel da Paz

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Iemenita critica comunidade internacional na receção do Prémio Nobel da Paz

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A revolução iemenita foi ignorada pela comunidade internacional. Tawakkol Karman aproveitou a cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz, este sábado em Oslo, para fazer uma crítica aos decisores mundiais.

A jornalista do Iémen partilhou o Prémio Nobel da Paz 2011 com duas liberianas: a presidente Hellen Johnson-Sirleaf e ativista social Leymah Gbowee.

“A revolução popular pacífica inscreve-se no mesmo movimento que outras revoluções da primavera árabe. Mas, infelizmente, é com pesar e tristeza que tenho de dizer que não beneficiou do apoio, da compreensão e da atenção da comunidade internacional” – afirmou a iemenita.

Palavras duras que não mancharam a festa na capital da Noruega. Tawakkol Karman é a primeira mulher árabe a ser galardoada com o Prémio Nobel da Paz. A jornalista destacou-se na contestação ao regime do presidente Saleh, que deverá abandonar o poder em fevereiro. Karman, Sirleaf-Johnson e Gbowee foram premiadas para distinguir o papel das mulheres na resolução dos conflitos.