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Transnítria elege presidente

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Transnítria elege presidente

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As eleições presidenciais na Transnitria levantam de novo o estatuto daquela pequena república, entalada entre a Ucrânia e a Moldávia, mas de grande influência russa e até romena.

Uma independência que não é reconhecida pela comunidade internacional que considera aquele enclave como parte integrante da Moldávia.

Pertenceu à União Soviética e há quem tenha saudades desse tempo:

“Isto faz parte da Rússia. Porquê? Porque a Rússia é mais estável que a Moldávia”, diz uma jovem.

“Antes da Perestroika, o tempo de Brejnev foi o melhor. Com certeza que só podemos fazer parte da Rússia”, conclui um homem.

Entre a população, há 500 mil falantes de russo, facto que também tem enorme importância.

O pintor Sergey Panov sublinha a origem eslava de grande parte do povo da Transnitria:

“Isto não é territórrio da Roménia.

Pelo menos para lá do rio Nistru, é uma terra eslava que segue as tradições eslavas, do Povo eslavo. Do outro lado do rio Nistru, aí é a Bessarabia, com a sua própria história”.

Este domingo, o mosaico étnico da Transnítria vai as urnas para eleger um presidente.

Mas deixa um grande problema por resolver. Como diz um escritor nacional, é um país onde ninguém pode entrar, e de onde ninguém pode sair, porque não existe.