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A ambiguidade de David Cameron face à União Europeia

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A ambiguidade de David Cameron face à União Europeia

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David Cameron explicou, no parlamento britânico, as razões do seu veto a um novo tratado europeu.

Uma decisão que criou um forte mal estar no seio da coligação governamental. Nick Clegg, o seu vice-primeiro ministro, lider dos liberais democratas, nem sequer participou nesta sessão parlamentar e a oposição perguntou por ele.

“Estou completamente convencido que é possível as duas posições, ser um membro influente na União Europeia mas ficar fora dos compromissos que não protejam os nossos interesses. Foi o que fiz neste conselho. É o que continuarei a fazer enquanto fôr primeiro-ministro. É o caminho certo para este país e recomendo o mesmo a esta casa”, justificou-se Cameron

O líder trabalhista, Ed Miliband, não perdeu tempo a contradizer o chefe do governo.

“O primeiro-ministro, senhor presidente, brandiu o veto. Mas um veto, deixe-me explicar-lhe, é suposto parar qualquer coisa. Não se trata de um veto quando aquilo que se quer impedir continua sem nós. Senhor presidente, a isto chama-se perder. Chama-se ser derrotado… Chama-se fragilizar a Gão Bretanha”.

Apesar de Cameron ter afirmado a necessidade vital para a Grã-Bretanha de se manter na União, no exterior todos falam de isolamento, a começar por Nicolas Sarkozy, o presidente francês que afirmou ainda esta segunda-feira: “Há agora, claramente, duas europas”.