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Uma foto de família quase perfeita. O eixo Merkozi sonhava com um novo tratado, mas à falta de 27 assinaturas, tiveram de se que conformar com um tratado intergovernamental que vai reforçar a disciplina orçamental na União Europeia. Os 17 Estados membros da zona euro e outros 9 países juntaram-se…só o Reino Unido de David Cameron ficou fora.

O chefe do executivo britânico satisfez os eurocéticos do partido conservador mas exasperou os homólogos europeus. Exigiu, por exemplo, que a City fique isenta da supervisão europeia do sector financeiro, o que os parceiros consideraram inadmissível.

As grandes linhas do acordo são as seguintes:

Para começar, “a regra de ouro” vai ser inscrita nas Constituições dos Estados Membros. O Tribunal Europeu de Justiça fica com a missão de supervisionar a conformidade das legislações nacionais ao tratado.

Os Estados com défice acima de 3% serão sancionados automaticamente.

A nível de finanças, vai ser criado um mecanismo europeu de estabilidade para substituir o fundo europeu, em princípo em julho de 2012, dotado de 500 mil milhões de euros.

Os países da zona euro e outros vão reforçar o FMI com 200 mil milhões de euros, para empréstimo aos europeus que necessitem.

Mais disciplina e uma rede de segurança: um cocktail que se inspira nas receitas preconizadas pelo eixo franco-alemão.

A maior vitória de Sarkozi e Merkel foi conseguirem ligar à maratona anti-crise Estados que estão fora da zona euro, eurocéticos como a Hungria.

Há fragilidades: o mecanismo de estabilidade europeu não vai exceder os 500 mil milhões de euros, quando muitos desejavam que se evasse a 1,5 mil milhões. O papel da comissão, como desejava Van Rompuy, não vai ser alargado para além do que concerne à vigilância dos orçamentos nacionais.

Quanto aos eurobonds: a porta ficou fechada.