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Itália vive primeira greve conjunta em seis anos

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Itália vive primeira greve conjunta em seis anos

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A Itália vai viver algumas das maiores greves de sempre, esta semana, em protesto contra o pacote de austeridade apresentado por Mario Monti. É o início do fim da lua-de-mel dos italianos com o novo governo, nomeado depois da demissão de Slvio Berlusconi.

Monti anunciou um novo pacote que prevê economias de 33 mil milhões de euros.

As greves foram decididas, pela primeira vez, em conjunto pelas quatro maiores centrais sindicais do país, depois de uma reunião com o governo: “Esta iniciativa, junto ao parlamento, é um protesto contra uma manobra orçamental que nem sequer foi negociada entre o governo e os sindicatos. É uma manobra que só atinge os trabalhadores por conta de outrem e os pensionistas, e atinge-os como nunca antes atingiu”, diz Raffaele Bonanni, da CISL.

O Partido Democrático, principal formação política da esquerda italiana, mantém o apoio ao atual governo, mas diz que partilha algumas das preocupações dos sindicatos.

Quarta e quinta-feira há greve geral dos transportes, sexta-feira fecham os bancos. As três grandes centrais sindicais fizeram a última greve conjunta há seis anos. A quarta central, minoritária, de direita, junta-se pela primeira vez às outras.