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Areva revela plano para reduzir custos

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Areva revela plano para reduzir custos

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Vivem-se dias difíceis na Areva e os próximos meses não serão melhores. Face às enormes perdas registadas em 2011, o gigante francês do nuclear anunciou um plano para poupar mil milhões de euros por ano até 2015.
 
A Areva, liderada desde junho por Luc Oursel, anunciou perdas para 2011 a rondar 1,6 mil milhões de euros. A empresa vai congelar as contratações em França e cortar 34% nos investimentos, reduzindo-os a 7,7 mil milhões de euros. A isto junta-se a supressão até 1500 postos de trabalho na Alemanha, depois de Berlim ter decidido encerrar centrais nucleares.
 
Um sindicalista recorda que “é preciso juntar o congelamento dos salários nos próximos anos. Fala-se de 2012, mas será igual em 2013”.
 
Um outro sindicalista vai mais longe nas críticas. Um membro da CGT diz que “está fora de questão aceitar a supressão de empregos e o congelamento de salários tal como foi anunciado”.
 
As contas da Areva foram fortemente afetadas pela catástrofe nuclear de Fukushima, em março. Desde então, a encomenda de reatores a nível mundial baixou. A isto junta-se a queda no preço do urânio, dificuldades no setor mineiro em África e atrasos e custos adicionais com projetos, por exemplo, na Finlândia. 
 
Ao contrário dos sindicatos, os investidores reagiram bem ao anúncio do plano. Os títulos da Areva estava, esta terça-feira, em alta na bolsa de Paris.